Monte Roraima
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O Monte Roraima é uma montanha localizada
na América do Sul, na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana. Constitui um tepui, um tipo de monte em formato de mesa bastante característico do Planalto das Guianas. Delimitado por falésias de cerca de 1.000 metros de altura,
seu platô apresenta
um ambiente totalmente diferente da floresta tropical e da savana que
se estende a seus pés. Assim, o alto índice pluviométrico promoveu
a formação de pseudocarstes e de numerosas cavernas, além do processo de lixiviação do solo. A flora adaptou-se
a essas condições climáticas e geológicas com um elevado grau de endemismo, onde encontram-se diversas espécies
de plantas
carnívoras – que
retiram dos insetos capturados os nutrientes que faltam no solo. A fauna também
é marcada por um acentuado endemismo, especialmente entre répteis e anfíbios. Esseambiente é protegido no território venezuelano
pelo Parque Nacional Canaima e
no território brasileiro pelo Parque Nacional do Monte Roraima. Seu ponto culminanteeleva-se no
extremo sul, no estado venezuelano de Bolívar,
a 2.810 metros de altura. O segundo ponto mais alto, com 2.772 metros,
localiza-se ao norte do platô, em território guianense, próximo ao marco de
fronteira entre os três países.Descoberto apenas no século XIX, o monte Roraima
foi escalado pela primeira vez em 1884, por uma expedição britânica chefiada
por Everard Ferdinand im Thurn.
Entretanto, apesar das diversas expedições posteriores, sua fauna, flora e
geologia permanecem largamente desconhecidas. A história de uma dessas
incursões inspirou sir Arthur Conan Doyle a
escrever o livro O Mundo Perdido, em 1912. Com o desenvolvimento do turismo na
região, especialmente a partir da década de 1980, o monte
Roraima tornou-se um dos destinos mais populares para os praticantes de trekking, devido ao ambiente singular e às
condições relativamente fáceis de acesso e escalada. O trajeto mais utilizado é
feito pelo lado sul da montanha, através
de uma passagem natural à beira de um despenhadeiro. A escalada por outros
pontos, no entanto, exige bastante técnica, mas permite a abertura de novos acessos.
O monte Roraima
está localizado no norte da América do Sul, na porção leste do Planalto das Guianas, mais precisamente na Serra de Pacaraíma, na região do planalto coberto pela Gran Sabana. Divide-se
entre três países: Brasil a leste (5% de sua área), Guiana ao
norte (10%) e Venezuela ao
sul e oeste (85%). Administrativamente, é parte do estado brasileiro de Roraima (localizado
na cidade deUiramutã),
da região de
guianense (conselho de vizinhança de Mazaruni/Lower Berbice Essequibo) e
doestado venezuelano
de Bolívar (município de Gran Sabana). A parte venezuelana do monte está inserida no Parque Nacional Canaima e
a brasileira no Parque Nacional do Monte Roraima. Outros tepuis ao
redor do monte Roraima: tepui Kukenán a oeste, tepui Yuruaní a noroeste e tepui Wei-Assipu a leste.Apesar de estar localizado numa região
remota da América do Sul, o acesso ao monte Roraima é relativamente fácil pelo
lado venezuelano. Isso ocorre
pela proximidade com uma rota internacional – composta pela Autopista 10 na
Venezuela e pela Rodovia BR-174 no Brasil – que liga a cidade
venezuelana de Carúpano, na costa do Caribe, à cidade
brasileira de Cáceres, na divisa com a Bolívia. Essa rota passa a
oeste do monte Roraima, cruzando a Gran
Sabana, e serve muitas vilas e aldeias. Porém, tanto pelo lado brasileiro
quanto pelo lado guianense, a região é totalmente isolada e pouco povoada,
acessível apenas por vários dias de caminhada pela floresta ou por pequenas pistas de pouso locais.O monte Roraima é
um tepui, um tipo de platô cercado
por falésias, típico do Planalto das Guianas. A
montanha tem formato de arco no sentido norte-sul-leste-oeste com um
estreitamento central causado pela presença de um grande circo natural em seu flanco noroeste. Falésias
retilíneas de até 1.000 metros de altura compõem a maior parte de suas outras
faces, como a sul, sudeste, leste, nordeste e noroeste – essas duas últimas
faces imitam a proa de
um navio avançando sobre floresta, sendo por isso mesmo denominado "a
proa". No extremo sul da
montanha, uma parte da falésia rompeu-se e formou um imponente monólito natural: o Tök-Wasen. As falésias tem suas bases cercadas
por encostas íngremes, mas pouco elevadas nas faces sul e leste, que se
estendem rapidamente em altas planícies de cerca de 1.200 metros de altura,
cobertas pela Gran Sabana. Por outro lado, as faces norte e oeste
formam vales curtos que conduzem a um planalto de cerca de 600 metros, ocupados
pela floresta tropical.
O cume
sub-horizontal do platô tem pouco mais de 10 quilômetros de comprimento e
largura máxima de 5 quilômetros – para uma superfície de 33 a 50 km² – e
mantem-se acima dos 2.200 metros (com uma média de 2.600 a 2.700 metros). Sua
superfície exibe formações pseudocársticas esculpidas pelas condições climáticas,
estruturas ruiniformes,grutas e desfiladeiros, batizados
com nomes como "Labirinto", "Vale dos Cristais",
as"Jacuzzis", etc. Uma
dessas formações, a "Maverick
Stone", corresponde ao ponto culminante da montanha, com 2.810 metros
de altura. Localizada na
extremidade sul do planalto, a formação é também o ponto mais alto do estado de
Bolívar – o ponto mais
alto da Venezuela é o Pico Bolívar, com 4.978
metros de altura – e da Gran
Sabana, sendo o quarto ponto
mais alto do Planalto das Guianas – atrás do Pico da Neblina, do Pico 31 de
Março e do Cerro Marahuaca. A
8,25 quilômetros ao norte do cume, uma outra elevação, com 2.772 metros de
altura, determina o ponto mais alto da Guiana, na fronteira com a Venezuela. Finalmente, ao norte do planalto,
a 2.734 metros de altitude, encontra-se o marco da tríplice fronteira entre
Brasil, Venezuela e Guiana. 


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