Quem não puder entrar nas cúpulas e reuniões seletas da Rio+20 vai poder fazer parte das discussões sobre desenvolvimento sustentável no circuito expositivo do Humanidade 2012, com entrada gratuita no Forte de Copacabana.
O espaço, aberto do dia 11 ao dia 22 de junho, conta com diversas salas temáticas – projetadas pela cenógrafa Bia Lessa – criadas de maneira a convidar os visitantes a refletirem sobre a possibilidade de manter o crescimento econômico de forma sustentável, além de mostrar ações concretas realizadas no País e no exterior.
Haverá ainda uma série de seminários com entrada liberada para o público, bastando apenas se inscrever a partir do dia 25 de maio no linkwww.empreendedorismosocial.org.br .
O evento Humanidade 2012 é uma realização da FIESP, do Sistema FIRJAN, do Sesi/Senai do Rio, do Sesi/Sena-SP e da Fundação Roberto Marinho, com patrocínio da Prefeitura do Rio e do Sebrae.
Circuito Expositivo
Sala “Mundo em que vivemos”
O visitante é apresentado à ideia do Antropoceno e convidado a fazer uma viagem reflexiva com início no século XVIII, através de máquinas, desenhos, luz e som, a fim de avaliar a sua própria capacidade de preservar o planeta. O termo Antropoceno foi criado por Paul Crutzen, vencedor do Prêmio Nobel de Química, que considera a influência humana no funcionamento do planeta tão significativa, que justifica a entrada do mesmo em uma nova era geológica na escala do tempo geológico.
Sala “O Mundo Dividido”
Revestida externamente com fotografias enquadradas em molduras barrocas com imagens de fome, pobreza, desastres e guerras. No interior, paredes e teto recobertos por imagens de um mundo dividido em países separados. Cada país é representado por sua moeda e cada um tem uma linha que sinaliza seu nome nas seis línguas oficiais da ONU. No mapa estarão indicadas áreas de conflito, miséria e catástrofes ambientais.
A sala terá ainda 24 painéis eletrônicos com informações ao vivo dowww.worlddometers.info , com dados como população mundial, nascimento e mortes do dia, emissão de Co2 este ano, celulares e TVs vendidos etc.
Sala “Brasil Contemporâneo”
O espaço dá sequência à sala anterior de forma concreta, já que as fitas com a indicação dos países atravessam o teto da sala do “Mundo Divido”. Aqui, elas formam uma espécie de tenda festiva, onde o mapa do Brasil é tecido a partir de fitas com o nome de cada país.
Bancos coletivos com textos explicitando o pensamento: “Brasil, país da miscigenação, da convivência pacífica com as diferenças, espaço de referência comportamental para o mundo e espaço de imensas riquezas naturais explícitas nos seus ecossistemas”. Espaço de convivência onde um músico tocará melodias brasileiras conhecidas do grande público e que tenham uma linguagem popular e erudita.
“Capela – Espaço das Humanidades”
É o centro do espaço. Local de reflexão e compreensão da importância da educação, cultura e da tecnologia. Exposição de fotografias de escolas, laboratórios e educação a longa distância. Local onde os povos se transformam em um só, através da linguagem escrita e visual, criando a ideia de humanidade. Nesta sala está a “biblioteca mãe”, explicitando a diferença fundamental entre os homens e os outros animais: a possibilidade de transmissão do conhecimento pela criação da linguagem.
No centro do ambiente há um pêndulo fora do eixo, representando a terra fora de si e a necessidade de colocá-la no prumo. Para isso, 100 pessoas precisam fazer o mesmo movimento, simbolizando uma ação global. Neste momento o marcador se dirige ao centro e pássaros de origami invadem a sala e todos os espaços externos da exposição, criando uma representação de harmonia com a natureza.
Sala “Homem e suas Conexões”
O objetivo do espaço é estabelecer uma ligação entre as necessidades e desejos humanos com todos os meios de produção industrial, educacional, tecnológico etc; a valorização da capacidade dos homens e a noção de que quando descrevemos um homem estamos em tese descrevendo sete bilhões de habitantes do planeta.
A sala terá parede dupla: a primeira representa o homem; a segunda a multidão de homens. No interior, uma escultura de um homem em tamanho natural e em atitude cotidiana. Ele está à mesa com objetos que representam suas necessidades, como um copo de água, um prato de comida, carteira com dinheiro, chave de casa, lâmpada comum, entre outros.
Sala “Biodiversidade Brasileira”
Com um pé direito de 5 metros, a sala valoriza o gigantismo de nossas potências naturais. Chão, teto e paredes são de espelhos, onde fotografias impressas em tecido vão criar uma proliferação infinita de imagens de vegetação – Cerrado, Mata Atlântica, Amazônia, Caatinga, Pampas, Pantanal, Oceanos e Rios. Os biomas estarão expostos conjuntamente. A valorização será do conceito de diversidade e não da especificidade de cada um.
Sala Diversidade Humana Brasileira
Como na sala anterior, chão, teto e paredes de espelhos. No teto, serão pendurados 300 cubos com backlights presos por finos cabos de aço. Os cabos darão suporte a 1800 fotografias de diversos brasileiros (de diferentes raças e credos). Por cima deste “céu de humanos”, imagens projetadas de estrelas no universo, criando uma analogia entre a escala humana e a escala do universo.
Sala “Das produções Humanas”
Destaque para a indústria e suas ramificações, a partir das necessidades das megacidades e do aumento populacional mundial. Uma maquete em acrílico transparente de uma cidade fictícia vai registrar as linhas de abastecimento de energia, comunicação, água, esgoto, alimentos, transporte, resíduos etc. São as cadeias de ligações que não fazem parte da observação cotidiana dos cidadãos, mas que são indispensáveis.
Sala do Rio de Janeiro
Espaço voltado para a apresentação do Rio, não apenas como um local de encontros – cidade e natureza, montanha e mar, riqueza e pobreza, popular e erudito, mas de uma cidade que está se preparando para o futuro. Através de imagens em 3D os visitantes terão acesso ao COR (Centro de Operações Rio), espaço que monitora o Rio de Janeiro 24 horas por dia.
Sala do “Indivíduo e das Forças da Natureza”
O visitante poderá experimentar as forças da natureza, com sua intensidade e violência, e poderá deixar a sua mensagem para o futuro. A mensagem estará presente no Museu do Amanhã.
Terraço do Olhar
Terraço com vista para a Praia de Copacabana. Serão disponibilizadas lentes de aumento para que o visitante observe a vista com olhar para o trânsito, para a ciclovia, para a sujeira deixada na praia a cada dia, a cada ano novo. Pequena mostra fotográfica da transformação do bairro de Copacabana através dos anos, e uma pequena observação da ação do homem nos oceanos.
Sala “Museu do Amanhã”
A sala nos dá uma prévia do que será o Museu do Amanhã: um museu de ciências voltado à exploração das possibilidades de construção de diferentes caminhos para o futuro, a partir de escolhas realizadas hoje.
Jardim dos Encontros
Espaço de confluência para todas as salas, área de convivência e celebração. Rodeado de bandeiras de todos os países comemorando o encontro fraterno entre os povos. Espaço coberto pelo céu de Copacabana e abraçado pela vista privilegiada do encontro entre natureza, cidade, mar e montanha.
Café Cultural
Espaço de contemplação do mar, reflexão e de shows abertos ao público, valorizando a cultura alternativa.
Auditório das humanidades
Espaço de conferências e de shows. Espaço coberto por fotos do fotógrafo Peter Menzel – simbolizando diferentes grupos sociais através do mundo. Cadeiras impressas com poemas de Arnaldo Antunes. Um auditório que fala por si, e mesmo sem atividades se apresenta como um espaço expositivo.
Realização:
FIESP, Sistema FIRJAN, SESI/SENAI São Paulo, SESI/SENAI Rio, Fundação Roberto Marinho
Patrocínio:
Prefeitura do Rio de Janeiro e SEBRAE-RJ
Serviço
Forte de Copacabana
Data: de 11 a 22 de junho
Horário: entre 9 e 18h
Área expositiva aberta ao público, gratuita
Informações completas no site: www.humanidade2012.net
Data: de 11 a 22 de junho
Horário: entre 9 e 18h
Área expositiva aberta ao público, gratuita
Informações completas no site: www.humanidade2012.net

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